Eu e SÓ EU...

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Alone

Como EU sou...

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Bom Dia, Boa Noite... "essas coisas"!

Posting

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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

Provérbios

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

PORTRAIT




Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

sábado, 23 de julho de 2011

Uma PIADA de SÁBADO: "Emprego/Oferece-se" (hummmm....)



Um desempregado mineiro comparece ao SINE em Belo Horizonte para ver se havia algum emprego para ele.
Chegando lá, viu um cartaz escrito
"Precisa-se de assistente de ginecologista".
Ele foi ao balcão e perguntou pelo trabalho.
- Pode me dar mais detalhes?
E o funcionário:
- Sim senhor. O trabalho consiste em aprontar as pacientes para o exame. Você deve ajudá-las a se despir, e cuidadosamente lavar suas partes genitais. Depois você faz a depilação dos pelos púbicos com creme de barbear e uma gilete novinha. Depois esfrega gentilmente óleo de amêndoas doces, de forma a que elas estejam prontas para o ginecologista. O salário mensal é de R$4.500,00 com carteira assinada e demais benefícios, mas você deve ir até
Ouro Preto.
- Uai, sô, são 90 km de BH!
É lá o emprego?
- Não, é onde está o final da fila.

Fonte: piada.com/






Posted by alone Dated23jul2011

Keith Jarrett - Summertime




alone: SUMMERTIME em PORTUGAL, WINTER no BRASIL... é a lei das "compensações"...!!!


Excelente a interpretação de KEITH JARRETT... !!!


Que tenham um EXCELENTE Fim-de-Semana e que continuem a vir até ao alone e deixem, de quando em vez, um comentáriozinho... é PEDIR MUITO...?!


Abração.



Posted by alone Dated23jul2011

Os Convencidos da Vida



Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos?
Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios.
Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento.
Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?

(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la.
Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes»
é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim"






Posted by alone Dated23jul2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A casada infiel



Federico Garcia Lorca

(A Lydia Cabrera
e à sua negrinha)





E eu que fui levá-la ao rio
Certo de que era donzela,
Mas bem que tinha marido.
Foi a noite de São Tiago
E quase por compromisso.
As lâmpadas se apagaram
E se acenderam os grilos.
Já nas últimas esquinas
Toquei seus peitos dormidos,
Que de pronto se me abriram
Como ramos de jacinto.
A goma de sua anágua
Vinha ranger-me no ouvido
Como seda que dez facas
Rasgassem em pedacinhos.
Sem luz de prata nas copas
As árvores têm crescido
E um horizonte de cães
Ladra bem longe do rio

Após franqueadas as brenhas,
Franqueados juncos e espinhos,
Por baixo de seus cabelos
Fiz um ninho sobre o limo.
Eu tirei minha gravata.
Ela tirou seu vestido.
Eu, cinturão e revolver.
Ela, seus quatro corpinhos.

Nem nardos nem caracóis
Têm cútis com tanto viço,
Nem os cristais sob a lua
Alumbram com igual brilho.
Sua coxas me escapavam
Como peixes surpreendidos,
Metade cheias de lume,
Metade cheias de frio.
Galopei naquela noite
Pelo melhor dos caminhos,
Montado em potra nácar
Sem rédeas e sem estribos.
As coisas que ela me disse,
Por ser homem não repito
Faz a luz do entendimento
Que eu seja assim comedido.
Suja de beijos e areia,
Eu levei-a então do rio.
Contra o vento se batiam
As baionetas dos lírios

Portei-me como quem sou.
Como gitano legítimo.
Dei-lhe cesta de costura,
Grande, de cetim palhiço,
E não quis enamorar-me,
Pois ela, tendo marido,
Me disse que era donzela
Quando eu a levava ao rio.


Federico Garcia Lorca nasceu na região de Granada, na Espanha, em 05 de junho de 1898, e faleceu nos arredores de Granada no dia 19 de agosto de 1936, assassinado pelos "Nacionalistas". Nessa ocasião o general Franco dava início à guerra civil espanhola. Apesar de nunca ter sido comunista - apenas um socialista convicto que havia tomado posição a favor da República - Lorca, então com 38 anos, foi preso por um deputado católico direitista que justificou sua prisão sob a alegação de que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver." Avesso à violência, o poeta, como homossexual que era, sabia muito bem o quanto era doloroso sentir-se ameaçado e perseguido. Nessa época, suas peças teatrais "A casa de Bernarda Alba", "Yerma", "Bodas de sangue", "Dona Rosita, a solteira" e outras, eram encenadas com sucesso. Sua execução, com um tiro na nuca, teve repercussão mundial.


A poesia acima foi extraída de sua "Antologia Poética", Editora Leitura S. A. - Rio de Janeiro, 1966, pág. 58, tradução e seleção de Afonso Felix de Sousa.

Fonte: releituras.com






Posted by alone Dated22jul2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Domenico Modugno - El Maestro de violin




alone: eles são "tal e qual" como "NOSES"... até nas DÍVIDAS...?! Prego: estamos a falar de Domenico Modugno, um dos grandes intérpretes de Itália (aquí a cantar em Español para... disfarçar!... TOPAM...?!...)


Posted by alone Dated21jul2011


Prazeres pela metade



Não há nada que me deixe mais p. da vida do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só! Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.

Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.


O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.

A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de fácil).

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai…

Tantos deveres, tanta preocupação em acertar, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…

Às vezes, dá vontade de fazer tudo errado, deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos…

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.

Recusar prazeres incompletos e meias porções, nem pensar!

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: “Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora.”

Nós, pobres mortais, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo. Um dia… Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do Law and Order, uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente. Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

Interessante texto atribuído à Leila Ferreira, também bastante replicado na internet, observando essa síndrome contemporânea do auto-controle. Estamos o tempo todo nos cuidando disso, daquilo, se preservando, tentando se encaixar no padrão, e interpretar o papel do certinho.





Posted by alone Dated21jul2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um "BOM MANGUITO" é "o MANGUITO DO ZÉ POVINHO" à Moody's



Se você puder clicar no LINK postado acima e que é pertença do meu primo-irmão-cunhado-tio


1lindomenino (onelovelykid in English)




poderá ver a HISTÓRIA de UM GANDA MANGUITO que, através dos mais variados meios, está a seguir para a "bocas" Moody's... e como ELES irão ADORAR este "MANGUITO" do "nosso e muito nosso" ZÉ POVINHO!...



Não perde NADA em lá ir ver a notícia... até porque PERDER mesmo VOCÊ jÁ PERDEU... lembra-se "daquele Imposto" sobre o 13º... lembra-se...?!



Vá... arreganhe a dentuça e vá... faça um MANGUITO tb ao FMI, ao Governo, ao e ao, ao ao (pra "ELES" todos...)... rsrs




Written and Published by alone Dated20jul2011

Piada de Sogra sendo violentada



O homem leva um susto ao ouvir de sua cartomante:
- Em breve sua sogra morrerá de forma violenta.
Imediatamente ele pergunta à vidente:
- Violentamente? E eu? Serei absolvido?

Fonte: mundodaspiadas.com/




Posted by alone Dated20jul2011

Uma Galinha



Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.

Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.

Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.

Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se pode­ria contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.

Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, pare­cia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:

— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!

Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:

— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!

— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.

Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.

Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.

Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.

Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.

Clarice Lispector

Texto extraído do livro “Laços de Família”, Editora Rocco — Rio de Janeiro, 1998, pág. 30. Selecionado por Ítalo Moriconi, figura na publicação “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”.






Posted by alone Dated20jul2011


terça-feira, 19 de julho de 2011

Tonight (I'm Lovin' You) - ENRIQUE IGLESIAS




alone: BE COOL. IT'S SO SEXY...!!!


Posted by alone Dated19jul2011


UM PORTUGUÊS DE CORPO INTEIRO - Mourinho: «Portugal está longe de ser lixo»



Técnico do Real Madrid fala sobre a situação económica do país e compara o futebol à política: «A verdade tem sempre de ser dita»






Numa entrevista que pouco ou nada teve a ver com futebol, José Mourinho mostrou o seu lado de cidadão comum e sublinhou «o orgulho» de ser português. Numa pausa do estágio que o Real Madrid faz em Los Angleses, o técnico referiu que o nosso país «está longe de ser lixo», numa alusão à classificação recentemente atribuída pela agência de rating Moody's.




«Com o esforço de todos, classe política e povo, acredito que podemos sair desta situação complicada. Acredito que o país e as pessoas que têm responsabilidades têm capacidade suficiente para mudar», referiu Mourinho à RTP.

O special one diz acreditar «pouco em campanhas políticas» e confessou não ter votado nas últimas eleições legislativas. «As campanhas políticas são como no futebol, com muitas promessas no início de cada temporada e, depois, quando as coisas começam a correr mal entra-se em frustração.»

Comparando o futebol com a política, José Mourinho deixou um exemplo interessante. «É preciso dizer tudo. Os jogadores têm de saber que o adversário é difícil. O povo tem de saber a verdade, é fundamental. O povo está cansado de mentiras e de não saber a verdade. As pessoas têm de estar preparadas para tudo», insistiu.

Fonte: maisfutebol.iol.pt/




alone: aí está uma das fundamentais razões porque o Zé Mourinho "não é muito apreciado" no Mundo do Futebóis, excepção feita aos jogadores por ele treinados. O Zé diz, "sem medos", aquilo que pensa e que faz parte dos seus pensamentos. Os "outros" nem dizem, nem pensam...!!! Excelente, também, a forma como se assume como PORTUGUÊS de CORPO INTEIRO... seja onde for e com quem for...!!! Bravo, Setubalense José Mourinho...!!!






Posted by alone Dated19jul2011

CONVERSA "DE PÉ DE ORELHA"









Bom Dia, minhas/meus “Seguidora(e)s:



Ontem estava pensando com os meus botões (... naqueles dias em que penso, o que acontece muito poucas vezes, diga-se!...) sobre esta “coisa” de Blogs e, como é bom, estar eu aqui no Brasil e estar no “


patuá” com gente da minha terra (Lua Setúbal), assistir a casamentos e outros eventos quase, quase em “directo”, falar com





o Henrique (ex-governante e figura de proa da nossa Lisboa), dar um dedinho de conversa com a Brisa do Sul que é Lisboeta e vive em Braga e que adora o Fado e é das “minhas” nestas coisas de Abril na “nossa” terra, estar em África e num montão de lugares aqui do Brasil, participando da vida de toda(o)s ela(e)s numa forma... “singular”!




Esqueço o Blogger que tão mal nos tem tratado nestes últimos tempos, esqueço as horas e horas que dedico a pesquisar assuntos para postar no alone e no 1lindomenino (por não ter o ‘dom” de tanta(o)s Amiga(o)s que escrevem Poesia ou nos contam histórias com a facilidade com que bebem uma bica (café...) ou um copinho de água -podem alterar o conteúdo do líquido conforme as preferências...!) e... a MARAVILHA acontece: TODOS os DIAS eu estou em contacto “íntimo” ou “chegado” (como preferirem..) com TANTA e TÃO BONITA GENTE da Blogosfera e que me proporcionam momentos de TANTO PRAZER e de ALEGRIA, em comentários ou em e-mails, muitas vezes provocando aquela sentimento tão Português da “lagriminha mo canto do olho” (eu tenho uma lágrima no canto do olho, eu tenho uma lágrima no canto do olho, como canta, e bem, o “nosso” Angolano Bonga...).


Por isso e por “tanta coisa mais”, OBRIGADO “minha” gente (“xente” em terras do Brasil...). Fico eternamente DEVEDOR da VOSSA AMIZADE, do VOSSO SABER, da VOSSA EXCELÊNCIA em postar, dos vossos Blogs que vocês tratam com TANTO AMÔR e CARINHO e que têm “compartilhado” comigo, não me deixando MAIS como se fosse um “alone” no Mundo mas SIM, e SEMPRE, como mais “1lindomenino”.


OBRIGADO (como é “tão fácil” a um Português agradecer o “bem que lhe fazem”...)!!!...




Written and Posted by alone Dated19jul2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PIADA DE JUDEU




O turco chega com um pu*a carrão numa boate e consegue convencer o porteiro a entrar sem pagar, dizendo depois eu lhe recompenso.




Entrou de fininho e se divertiu a valer, no fim chegou na saída, encostou no porteiro e enfiou a mão no bolso do paletó do porteiro e disse no seu ouvido: - Isso é pra você tomar um whisky, e saiu tranqüilamente...




O porteiro sentindo o seu peito ficar frio, enfiou a mão no bolso e tirou duas pedras de gelo...

Fonte: NET


Posted by alone Dated18jul2011

Joana Amendoeira - Lisboa, amor e saudade




alone: o FADO, um FADO, o "nosso" FADO...?!...


Posted by alone Dated17jul2011


A Mente Livre Está em Perigo



A nossa espécie é a única espécie criativa, e tem apenas um único instrumento criativo, a mente e espírito únicos de cada homem. Nunca nada foi criado por dois homens. Não existem boas colaborações, quer em arte, na música, na poesia, na matemática, na filosofia. De cada vez que o milagre da criação acontece, um grupo de pessoas pode construir com base nela e aumentá-la, mas o grupo em si nunca inventa nada. A preciosidade reside na mente solitária de cada homem.

E agora existem forças que enaltecem o conceito de grupo e que declararam uma guerra de exterminação a essa preciosidade, a mente do homem. Através das mais variadas formas de pressão, repressão, culto, e outros métodos violentos de condicionamento, a mente livre tem sido perseguida, roubada, drogada, exterminada. E este é um rumo de suicídio colectivo que a nossa espécie parece ter tomado.

E é nisto que eu acredito: que a mente livre e criativa do homem individual é a coisa mais valiosa no mundo. E é por isto que eu estou disposto a lutar: pela liberdade da mente tomar qualquer direcção que queira, sem direcção. E é contra isto que eu vou lutar com todas as minhas forças: qualquer religião, qualquer governo que limite ou destrua o indivíduo. É isto que eu sou e é esta a minha causa. Posso até compreender que um sistema baseado num padrão tenha que destruir a mente livre, pois esta é a única coisa que pode inspeccionar e destruir um sistema deste tipo. Concerteza que compreendo, mas lutarei contra isso por forma a preservar a única coisa que nos separa das restantes espécies. Pois se a mente livre for morta, estaremos perdidos.

John Steinbeck, in 'A Leste do Paraíso'




Posted by alone Dated18jul2011

domingo, 17 de julho de 2011

Alone, UMA VOZ..! Estará JÁ resolvida a situação?!... JARDINS LABERINT BARCELONA






JARDINS LABERINT BARCELONA - Spring, summer, winter and fall , Aphrodite's Child

Fotomuntatge protesta per la deixadesa municipal de Barcelona vers la conservació integral del patrimoni arquitectònic, històric i artístic dels Jardins del Laberint d'Horta. Produït per :Fototeca Agudells 2010, amb imatges i muntatge d'en Juli Fontoba i Sogas i musica : Aphrodite's Child- Spring, summer, winter and fall.


(vidé Vídeo)


alone: como podem ler acima, isto é um protesto contra as Entidades Municipais de Barcelona e pela conservação do Patrimônio dos Jardins del Laberint d'Horta!


Não sei se o problema já está ou não resolvido mas, alone, dentro da sua linha de independência e "sem medos" publica a reportagem. Ahhh... e tb não tenho subsídios ad-Sense para Publicidade...!!!


Posted by alone Dated17jul2011

Um amor, uma cabana



Nossos pais diziam que para nos tornar seres completos era preciso escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Meu pai, que era engenheiro, acrescentava: construir uma casa. Escrevi livros, até demais, tenho um filho e plantei uma árvore, no jardim da casa onde cresci, uma muda de pau-rosa, ou flor-do-paraíso, que havia sido esquecida ao lado de uma cova estreita e funda, uma muda frágil, com poucas folhas, mais alta do que a menininha que a salvou. A muda cresceu, transformou-se em um majestoso flamboyant, coberto de flores vermelhas.

Mas nunca construí uma casa. Sonho com isso. Gostaria de construir uma casa de taipa, com as próprias mãos, amassar o barro, atirar o barro nos enxaiméis e fasquias de madeira. Não se trata de uma idiossincrasia, nem de um gesto poético, muito menos uma visão religiosa. A taipa é um material apaixonante. Tem uma nobreza histórica. As reforçadas casas e igrejas coloniais brasileiras foram feitas de taipa de pilão, há ainda hoje na Alemanha casas em taipa construídas no século 13, a própria muralha da China, símbolo da solidez, é taipa.
A taipa tem mais de 9.000 anos, serviu a construções no Egito, na Mesopotâmia.

Um amigo meu, arquiteto, projetou e construiu belíssimas casas de taipa. Ele se chama Cydno da Silveira e o conheci em Brasília, poucos anos depois de plantar meu flamboyant. Cydno estudava na UnB quando, observando residências rurais, surpreendeu-se com a quantidade de casas de taipa, feitas de maneira intuitiva, quase como as abelhas fazem suas colméias. Nunca tinha ouvido falar naquilo em seu curso, e percebeu o quanto era elitista o ensino de arquitetura. Fotografou as casas de taipa todas que encontrava. Ele se formou, passou a trabalhar com as técnicas industriais, como concreto armado, mas nunca esqueceu a taipa. Deu-se conta de que não sabia construir da maneira mais rudimentar e resolveu aprender. Estudou durante anos a técnica. Descobriu taipas diversas, como a de pedra, usada no Piauí, a de madeira com bolas de barro, vista no Maranhão, a taipa de carnaúba, a taipa mista de moldura de tijolos, a taipa feita com sobras de madeira e sucata. Descobriu a maleabilidade incrível do barro, novas estruturas, novos dimensionamentos do espaço e imensas possibilidades de melhoria na técnica tradicional.
Estudou a combinação com elementos da cultura industrial, mas sem descaracterizar a antiga construção de estuque.

A casa de taipa nasce do chão, vem da natureza, é construída com o material que está ali, a terra e as árvores e tem uma grande contribuição a dar a um país que não oferece moradia para todos, como o Brasil. O projeto de casas populares, que Cydno afinal desenvolveu, ensina o homem a construir sua própria casa e a cuidar dela. Tem o sentido de manter viva a sabedoria popular da taipa. Está sendo feita uma experiência na cidade de Bayeux, Paraíba, para treinamento de pessoas no projeto, construção, melhoria e restauração de edificações em taipa de pau-a-pique. Não recebendo a casa pronta, mas construindo-a, o dono toma por ela mais amor. Se for privado de sua terra, ele saberá construir uma nova habitação. O saber lhe pode servir como meio de vida, e a profissão tem um nome:
taipeiro.

A casa de taipa é uma grande alternativa para a habitação no meio rural e nas periferias urbanas. Típica das populações mais pobres, é uma forma de independência, uma estratégia milenar de abrigo, preservada nos sertões brasileiros especialmente pelas mulheres. O sistema de autoconstrução elimina a aquisição de material, o transporte, o crédito, elimina o BNH e o processo industrial de construção, permite o mutirão e, principalmente, educa. É rápida a construção, usa-se mão-de-obra não qualificada, e é um instrumento para a posse imediata da terra. Permite uma construção tanto de caráter provisório quanto perene e a técnica pode ser levada a lugares onde não chega o material industrializado. Uma simples caiação evita a umidade e basta fechar as frestas onde o barbeiro gosta de fazer seu ninho. Integra a família, as mulheres e as crianças trabalham na construção e integra o grupo na sociedade quando em regime de mutirão. Apesar de tudo isso é completamente ignorada pelos meios administrativos, considerada subabitação, não há nem mesmo linha de crédito nos órgãos do governo para casa de taipa. Marcos Freire, antes de morrer, estava tratando de corrigir esse lapso. Nas esferas “civilizadas” há dificuldade em compreender a taipa. Não há legislação nem a favor nem contra. Quando da construção de Carajás, Cydno realizou um projeto de moradias em taipa de pau-a-pique para os empregados, utilizando o fartíssimo material do lugar.
Seu projeto não foi aceito e os tijolos, o cimento e o ferro viajaram de avião até Carajás.

Na taipa não há desperdício de material e nem agressão ecológica, a madeira usada nas estruturas é em quantidade cinco vezes menor do que a necessária na queima de tijolos para uma parede das mesmas dimensões. “A tomada de consciência ecológica, surgida como uma ponte de luz no extremo mais estreito do túnel da crise de energia, vai servindo para provar-nos que nem sempre o habitat humano está condenado a ser feito de concreto, aço e vidro. Assim, quando tudo em arquitetura parecia dirigir-se para uma negação sempre maior da natureza que volta a oferecer uma saída diante das agruras da crise. E o faz com aquilo que lhe é primeiro e essencial, a terra, o elemento mais fecundo de tudo o que nos cerca”,
escreveu o arquiteto Roberto Pontual.

Quando, nos anos 1930, Lúcio Costa projetou uma vila operária, em Monlevade, toda em taipa de pau-a-pique, escreveu: “...faz mesmo parte da terra, como formigueiro, figueira-brava e pé-de-milho – é o chão que continua... Mas justamente por isso, por ser coisa legítima da terra, tem para nós, arquitetos, uma significação respeitável e digna, enquanto que o pseudomissões, ‘normando ou colonial’, ao lado, não passa de um arremedo sem compostura”. E aconselha: devia ser adotada para casas de verão e construções econômicas de um modo geral. É uma técnica muito mais barata, atende aqueles casais remediados que desejam uma casinha de campo.
O projeto de Lúcio Costa, claro, não foi aceito pela Belgo Mineira.

O Cydno vai projetar a minha casa de taipa. Vou querer na casa uma lareira, um fogão a lenha e uma vassoura daquelas de gravetos. Uma árvore frondosa por perto, pode ser flamboyant, um gramado na sombra para piquenique, contemplação ou leitura.
Também dizia meu pai, nas coisas mais simples está o sentido da vida.

Ana Miranda

Fonte: releituras.com



Posted by alone Dated17jul2011