Eu e SÓ EU...

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Alone

Chegar ou partir...

Como EU sou...

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Bom Dia, Boa Noite... "essas coisas"!

Posting

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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

Provérbios

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

PORTRAIT




Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma "PIADINHA" pela manhã: "É Preciso Gravata"



Um português caminha pelo deserto a gritar:
— Água... Água... Estou a morrer de sede! Entretanto, avista um homem que vem na direcção dele:
— Amigo, água... Ajude-me!
— Lamento, mas só vendo gravatas!
E o homem continua o caminho, desesperado, à procura de água. Já de rastos, avista um bar no deserto.
— Água, por favor!
Diz o porteiro:
— Aqui só entra quem tiver gravata!


Fonte: citador.pt




Posted by alone Dated08jun2011


terça-feira, 26 de abril de 2011

O Engraxanço e o Culambismo Português



Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.

Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.

(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'






Posted by alone


Dated26apr2011



sábado, 9 de abril de 2011

COMO É LINDA A MINHA ALDEIA...




Para um português que saiu além mar a procura de um novo amanhecer...


e lá voltou e descobriu que nada mudou...


apenas passou uns instantes...


(vidé vídeo)




Posted by alone


Dated09apr2011


domingo, 27 de março de 2011

Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador" legendado em Português




Trecho do filme "O grande ditador" (The great dictator),


1940 de Charles Chaplin


com legendas em Português.


(vidé vídeo)


Nota de alone: quantas vezes um NÃO-DISCURSO pode "virar" algo diferente para as "tropas leais"... QUANTAS...?!...




Posted by alone


Dated27mar2011


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Camões dirige-se aos seus contemporâneos *



Podereis roubar-me tudo:
as ideias, as palavras, as imagens,
e também as metáforas, os temas, os motivos,
os símbolos, e a primazia
nas dores sofridas de uma língua nova,
no entendimento de outros, na coragem
de combater, julgar, de penetrar
em recessos de amor para que sois castrados.
E podereis depois não me citar,
suprimir-me, ignorar-me, aclamar até
outros ladrões mais felizes.
Não importa nada: que o castigo
será terrível.
Não só quando
vossos netos não souberem já quem sois
terão de me saber melhor ainda
do que fingis que não sabeis,
como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,
reverterá para o meu nome.
E mesmo será meu,
tido por meu, contado como meu,
até mesmo aquele pouco e miserável
que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito.
Nada tereis, mas nada: nem os ossos,
Que um vosso esqueleto há-de ser buscado,
para passar por meu.
E para os outros ladrões,
Iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.



Jorge de Sena **

Sobre o Autor

** Escritor português, licenciado em Engenharia Civil, nasceu em Lisboa em 1919, radicou-se no Brasil em 1959 e nos Estados Unidos da América em 1965, onde veio a falecer em 1978. Tem uma vasta obra de ficção, drama, ensaio e poesia.



Posted by alone

Dated14fev11

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Português “marinheiro”


Portugal.

Noite de junho de um ano qualquer.
Vagueando por uma das ruas centrais da "minha cidade" ia pensando, pensando.
Tentava me orientar.
Procurar os melhores caminhos.
Encontrar soluções.
Com mais de 50 anos e tendo vindo de uma situação amorosa e de vida “muito má” no Brasil, tinha chegado a Portugal com 30 Euros no bolso.
Valeu o facto de ter o apartamento de minha mãe para morar. Apartamento que estava desocupado desde que, minha mãe, devido a múltiplas doenças associadas, estava numa lar de repouso para idosos (vulgo: leito da “morte”, com honrosas excepções...).
Os dias passavam e O emprego não aparecia. “Amigos”, era “contá-los” pelos dedos e, de nenhum, saía uma “situação provisória”, que fosse.
Amigo para beber uns copos, encontra-se SEMPRE. Para uma ajuda, quando necessária, quase sempre... NÃO!
Estava feliz por estar em Portugal e na minha cidade de novo.
Isso estava.
Mas faltava o trabalho e...os Euros.
Afinal, aquilo com que se “compra os melões”!
Tentava não penar nesse pequeno/grande pormenor, mas ele voltava sempre à minha cabeça.
O dinheiro escasseava.
Dos 30 Euros, “sobrava” só uns míseros 1,65 que, segundo me recorda, deu para comprar uma embalagem de esparguete e uma latinha de atum.
Esta seria a minha última refeição e depois... só a “imaginação” poderia ajudar nesta “causa”.
Lembrei-me da única peça de ouro que ainda tinha comigo. Sim porque, o restante, tinha ficado no Brasil para ajudar na compra da passagem aérea.
Era um cordão fininho de ouro que era de minha avó e que me tinha sido passado, um dia, por minha mãe. Com um pequeno crucifixo, também em ouro.
Tinha resistido sempre “à tentação” de me desfazer dele ate por que, ele, fazia já, parte de mim.
1, 2, 3 dias a comer o “restinho” que possuía de mantimentos em casa e, mesmo de forma titubeante, entrei numa casa que comprava ouro.
Avaliada, a resposta surgiu rápida na voz da comerciante: 16 Euros.
16 Euros?...
Dezasseis!...
A primeira “coisa” que apareceu na mina cabeça, “tipo néon”: LADRA!
Mas o “ronco” de um estômago vazio me fez “despertar” para a vida.
SIM, aceito!
Mas ela disse mais: se não vier buscar a peça em 48 horas, com o devido juro, NÃO MAIS pode reavê-la.
Óbvio que NÃO PODIA!
Justo, pensei.
“FUD... e MAL PAGO”!
Quando recebi os Euros, mais parecia que estes me “queimavam” as mãos.
O que minha mãe iria pensar disto? O que EU pensava disto? Será que ela, algum dia “me iria perdoar”?
Continuarei.
A vida é feita de avanços e recuos.
Tinha recuado para avançar.
Até onde? Até quando?
O destino se encarregou de o ditar.
Hoje, casado e a viver no Brasil, tenho mais, muito mais que os 16 Euros que tinha, naquela altura.
Mas, “a cabeça”, já está de novo em Portugal.
Arriscar aos 60?
Ah... Português dos “sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro...”., como diz o fado-canção.




Written ad Posted by alone
Dated 29nov10

sábado, 20 de novembro de 2010

Acerca de “preconceito”


Nesta matéria e, tendo já estado e visitado muitos outros países, considero que o Brasileiro é aquele que mais se queixa em matéria de “preconceito”. Nos jornais, nas TV’S, nas revistas, lá vemos com freqüência um(a) Brasileiro(a) a queixar-se de “preconceito” para com ele(a). Isto passa-se na Suíça, em Portugal, na Espanha, na Itália, na Alemanha, nos States, enfim, um pouco por TODO o Mundo.

Mas, para que não faltasse “pitada” no “preconceito” aí está também no Mercado Interno aquele(a) que foi “preconceituoso” para com ele(a).

BOLAS... !!! É muito “preconceito” junto...!!!

Muitas vezes, estou a dar comigo a rever o meu dia-a-dia de Português no Brasil e a tentar entender quem NÃO FOI "preconceituoso" para comigo. No café, no local de trabalho, nos estudos, tenho que adotar uma atitude muitas vezes “ofensiva” para que não me “façam um ninho na cabeça”. Isto, para já não falar, na dificuldade que um Brasileiro médio (... e fazendo eu um esforço de adaptação do “meu” Português para o daqui...) tem de entender... o “meu” Português! Parece, muitas vezes, que estou a falar na Língua Russa...! Bem, verdade, verdadinha é que já vi na Globo -e não só- estarem a traduzir Portugueses em peças de jornal, enquanto Italianos, Paraguaios, etc e tal, nem “merecem” uma traduçãozita. “Poliglotas” – penso eu...!!!

Por isso, essa "coisa" de “preconceito” tem MUITO que se lhe diga.

Que o digam os estudantes que em Escolas Técnicas e Universidades têm, à partida, em média menos 3 valores por NÃO SEREM “afro-descendentes”, só por que o candidato colocou um simples X no SIM. Sem necessidade de o “provar”. Já os outros candidatos têm de provar –para não perderem TUDO- que freqüentaram a Escola Pública entre a 5ª e a 8ª Série.

A vida tem destes “preconceitos”... e de “outros”...!!!





Written and Posted by alone
Dated 20nov10

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Na minha "terrinha"...


... chama-se Presidente da Autarquia e, nos "antigamente", era chamado de Presidente da Câmara.


Portugal no antes e no "despois" do 25abr74


Aquí no Brasil -onde casei e vivo há cerca de 4 anos- ele/ela tem o nome de Prefeito/Prefeita.


Cada terra com seu uso... rsrs... TODOS, TODOS com SICAL (... um anúncio que passava muito na rádio e na Tv em Portugal da minha "meninice"...).


Vamos ao "quente" da questão: o senhor Prefeito da cidade onde moro -Ourinhos/SP- ficou a "dever-nos" um recapeamento durante o último ano de "chuvas, raios e coriscos". E se devia já alguma coisa, então agora... deve-nos outro...!!!


Somados 1+1 dá 2 recapeamentos (Português não é burro a somar...!!!)


Buracos e mais buracos aumentam a "pneus vistos".



Senhor Prefeito: PF, seja mais "perfeitinho" e não tanto e SÓ... "prefeito".


Estou a ver que um Português VAI TER de entrar na "corrida eleitoral" do Município (ver Special Note em rodapé...).


QUEREM APOSTAR...?!...


Special Note:


«Foi el-rei D.João homem de corpo, mais grande que pequeno, mui bem feito e em todos os seus membros mui proporcionado; teve o rosto mais comprido que redondo e de barba em boa conveniência povoado. Teve os cabelos da cabeça castanhos e corredios e porém em idade de trinta e sete anos na cabeça e na barba era já mui cão, de que se mostrava receber grande contentamento pela muita autoridade que à sua dignidade real suas cãs acrescentavam; e os olhos de perfeita vista e às vezes mostrava nos brancos deles umas veias e mágoas de sangue, com que nas coisas de sanha, quando era dela tocado, lhe faziam aspecto mui temeroso. E porém nas coisas de honra, prazer e gasalhado, mui alegre e de mui real e excelente graça; o nariz teve um pouco comprido e derrubado. Era em tudo mui alvo, salvo no rosto, que era corado em boa maneira. E até idade de trinta anos foi mui enxuto das carnes e depois foi nelas mais revolto. Foi príncipe de maravilhoso engenho e subida agudeza e mui místico para todas as coisas; e a confiança grande que disso tinha muitas vezes lhe fazia confiar mais de seu saber e creu conselhos de outrem menos do que devia. Foi de mui viva e esperta memória e teve o juízo claro e profundo; e porém suas sentenças e falas que inventava e dizia tinham sempre na invenção mais de verdade, agudeza e autoridade que de doçura nem elegância nas palavras, cuja pronunciação foi vagarosa, entoada algum tanto pelos narizes, que lhe tirava alguma graça. Foi rei de mui alto, esforçado e sofrido coração, que lhe fazia suspirar por grandes e estranhas empresas, pelo qual, conquanto seu corpo pessoalmente em seus reinos andasse para as bem reger como fazia, porém seu espírito sempre andava fora deles, com desejo de os acrescentar. Foi príncipe mui justo e mui amigo de justiça e nas execuções dela mais rigoroso e severo que piedoso, porque, sem alguma excepção de pessoas de baixa e alta condições, foi dela mui inteiro executor, cuja vara e leis nunca tirou de sua própria seda, para assentar nela sua vontade nem apetites, porque as leis que a seus vassalos condenavam nunca quis que a si mesmo absolvessem.»




(da crónica de D.João II, de Rui de Pina)


Posted by alone

Dated 03nov10