Eu e SÓ EU...

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Alone

Como EU sou...

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Bom Dia, Boa Noite... "essas coisas"!

Posting

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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

Provérbios

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

PORTRAIT




Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

sábado, 30 de abril de 2011

AMÁLIA Rodrigues - Aranjuez, Mon Amour




Para AMÁLIA "não havia Fronteiras"na sua interpretação e expressão musical. FADO, MÚSICA LIGEIRA ou CLÁSSICA, qual era o problema?!...


Bravo, AMÁLIA!!!...




Posted by alone


Dated30apr2011


Olhos vermelhos



Depois de rolar várias vezes na cama tentando inutilmente dormir, Lúcia se levantou e foi à cozinha vasculhar o armário procurando encontrar biscoitos doces.

Sem sucesso em sua busca e sentindo seus olhos pesados, dirigiu-se ao banheiro e mirou-se no espelho na intenção de verificar como os mesmos estavam.
Assim que a iluminação tomou conta do pequeno cômodo da casa que era composto por um vaso sanitário, um chuveiro exposto sem a proteção de um box e um pequeno jogo de pia e espelho, ela olhou para fora da janelinha que se abria deste banheiro para o telhado da casa vizinha.

Lá estava ele: branco, raquítico, alerta, olhos vermelhos
— um gato albino.

O primeiro sentimento que a acometeu foi o de a mais profunda repulsa.
A imagem daquele ser lhe era miserável, o resumo da inadaptação, do erro genético, do caminho oposto ao do comovente movimento harmonioso da Natureza.

Lúcia se esforçou para conseguir continuar a encará-lo e ambos permaneceram imobilizados por algum tempo. Depois desse momento de paralisia, o passo, enfim, foi dado pelo mais forte daquele encontro:
saltando para o outro lado do telhado, o gato desapareceu.

Diante disso, ainda inebriada pela mescla da imagem bizarra do gato ao estado de insônia que sempre a deixava confusa, Lúcia voltou para seu quarto. Sentou-se na cama e passou supor, então: o gato albino deveria se esconder o dia todo para não ser agredido pela luminosidade do sol. Sairia somente à noite para se alimentar. Caminharia pela madrugada fuçando restos, sempre sozinho para que não tivesse que disputar o lixo com os outros animais fuçadores de lixo. Devido a sua compleição física, teria dificuldades em arranjar comida. Em uma disputa pelo alimento, a desvantagem sempre seria sua, já que não tinha forças para lutar. Difícil era receber a empatia de algum insone ou de um notívago disposto a lhe oferecer comida. Sempre expulso, carregaria pelas ruas escuras da cidade a sua imagem repugnante.
Com sorte, após a batalha para adquirir pelo menos o mínimo que o permitiria estabelecer-se em pé, o herói da sobrevivência, voltaria para seu bueiro, com seu pequeno quinhão no estômago, sempre com suas costelas a se destacar, onde permaneceria até que a luz do dia não ferisse mais seus olhos.

Depois de se deixar envolver por essas breves, porém, intensas conjecturas, Lúcia sentiu-se impregnada de algo que lentamente se aproximava de uma manifestação emocional,
cuja palavra mais próxima no sentido de descrevê-la seria “empatia”.

Esfregou seus olhos agressivamente, pois a falta de sono fazia com que os mesmos ficassem irritados. Sentiu-os como se os mesmos estivessem vermelhos e, com isso, uma comparação entre ela e o gato albino passou a configurar-se: também ela se considerava inapta diante da vida, também ela era a esquálida diante das pessoas que lhe cercavam. O cotidiano lhe era uma agressão: durante seu trabalho, concentrava-se apenas em realizar o que lhe era solicitado, buscando não se embrenhar em conversas que considerava tolas ou fazer parte da estrutura que exigia a competição selvagemente felina entre os seus.

Acostumara-se a essa sua condição e convivia com uma enorme comiseração por si mesma, todos os dias.
Com a sensação de ser um grande blefe da vida, voltava para casa (bueiro?) com o alívio de mais um dia ter chegado ao fim.

Lúcia percebeu, porém, nesse momento que algo fundamental lhe diferenciava do gato albino. Este, em meio a sua luta para manter-se vivo, demonstrou uma solidez em seu ser não físico que pôde transmitir no olhar enviado a ela antes de saltar e ir embora. Olhar contrastante de um ser de pulsão forte em corpo frágil. Lúcia
não tinha as estratégias de sobrevivência que pudessem torná-la também uma heroína em seu mundo, transformando sua inconsistência e seu desencanto em algo que a pudesse fortalecer diante da vida.

Ainda hoje, Lúcia busca todas as noites encontrar o gato albino no telhado ao lado de seu banheiro, com a expectativa de quem aguarda uma aparição divina. Pensa que se isso acontecer, ela poderá levá-lo para sua cama e oferecer-lhe leite morno.
Poderá abraçá-lo, acariciá-lo, encará-lo em seus olhos vermelhos e aprender com ele.

Ela deseja intensamente que o gato albino volte, mas ele ainda não mais a visitou. Resta a Lúcia a fantasia de que, naquela noite em que se viram pela primeira e única vez,
ela o acolheu para sempre como seu.

Ana Célia Ellero

Fonte: releituras.com





Posted by alone

Dated30apr2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pois é... ou NÃO é?!...



Hoje, particularmente, deu-me para "uma" de HUMOR tentando, assim, "FAZER DA TRISTEZA, GRAÇA (como diziam o Tordo e o Ary na "Tourada"...)!...


Vou tentar "melhorar" o meu "estado de espírito" e passar-vos coisas bem mais Importantes.


Desculpem "qualquer coisinha" (como dizia o "saudoso" Raul Solnado...)!!!...


Um ABRAÇO.







Posted by alone


Dated29apr2011

Um Probrema...



Um problema está, de início, resolvido, se está bem colocado.


Fonte: "A Cinza do Purgatório"
Autor: Carpeaux , Otto
Tema: Probrema



Nota de alone: a ortografia do tema foi alterada (apesar dos protestos...) conforme NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO da Língua Portuguesa



Posted by alone


Dated29apr2011


Um "casamento" REAL à Portuguesa












Ainda não está TUDO definido em relação (... sem relações, tá?!...) às posições a adoptar pelas personagens acima. Excepto o senhor que aparece em primeiro lugar nas fotos e que, segundo indicações, vai "presidir" à CERIMÔNIA do MATRIMÓNIO. Na última posição (nas fotos...), o candidato a "pajem" do "casório". A cerimónia terá efeito na CAPELA do RATO.

Que sejam MUITO (IN)FELIZES...!!!



Nota de alone: qualquer semelhança com um outro facto REAL é pura COINCIDÊNCIA.



Posted by alone

Dated29apr2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como "esquecer"?!....

GUERRA COLONIAL - ESQUECER: como...?!....




"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração."

William Shakespeare



Posted by alone

Dated28abr2011

Roberta Flack - Killing Me Softly With His Song




... WITH THIS SONG and THIS VOICE...!!!



Posted by alone


Dated28apr2011


Meu BEM, meu MAL... de estar LONGE do bem, que MAL...!!!

ARRÁBIDA/SETÚBAL/PORTUGAL


Minha VONTADE de te ver, te sentir...

ahhh... "estas coisas" MATAM-nos "slowly"...!!!




Posted by alone

Dated28abr2011

Amigo





Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!



Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!


Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!


Alexandre O'Neill



Posted by alone


Dated28apr2011


quarta-feira, 27 de abril de 2011

O padre do chicote



Já vi varões sem firmeza
Fidalgos sem fidalguia,
Senhores sem senhoria

E morgados sem riqueza;
Já vi pobres sem pobreza;
Mestre sem ter aprendiz;
Taverneiro sem ter giz,

Soldado sem ter capote,
Mas padre andar de chicote,
... só o prior da matriz.


— António Maria Eusébio, o Calafate

António Maria Eusébio, o “Calafate” ou o “Cantador de Setúbal”, (Setúbal, 15 de Dezembro de 1819 — Setúbal, 22 de Novembro de 1911) foi um poeta popular português.





Posted by alone


Dated272011

A Doença do Trabalho (Anedota...)



Um jovem madeirense, estudante de medicina no continente, vai fazer os exames do seu último ano. Muito feliz, telefona para a ilha e atende-o o avô.
— Avô, estou quase formado!
— Muito bem. Fico muito contente. Vens exercer para cá?
— Ainda não, avô. Antes tenho de tirar uma especialidade.
— Que especialidade, rapaz?
— Medicina do trabalho.
— Ah, até que enfim que eles reconheceram que é uma doença!



Fonte: Citador.pt




Posted by alone

Dated27apr2011


Uma citação/pensamento de Baptista-Bastos



Morre-se de amor. Também se morre dessa doença cruel e implacável, que a sociedade moderna criou e parece não estar muito preocupada em exterminar - o desprezo pelos outros.



Autor: Baptista-Bastos





Posted by alone

Dated27abr2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Engraxanço e o Culambismo Português



Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.

Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.

(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'






Posted by alone


Dated26apr2011



A desilusão





Há momentos na vida em que você aposta num emprego. Procura, claro, algo que um Concurso Público lhe pode oferecer. Especialmente se este for de caráter permanente e, de preferência, a nível estadual. Você escolhe a Instituição e pensa que APOSTA bem. Você conhece-a apenas de nome, mas sabe que o nome é considerado, nos meios de comunicação e não só, é “conceituado”. Você arrisca e vai a um Concurso Público com milhares de outros concorrentes aos postos de trabalho “em aberto”. Você sonha e pensa que a sua vida vai significativamente “mudar” e mudar para melhor, claro, se você ganhar um desses lugares. Você ganha.
Você é chamado e VAI mudar a sua vida! Você viu “cumprido” o seu sonho. Sabe o que é “mesmo” sonhar?!...
Você cumpre em tempo de espera e com a preparação de toda a documentação necessária. Você começa a ter os primeiros contatos com a Instituição e “não sente ser bem-vindo” àquela casa. Você pensa para consigo mesmo: ahhhh... são “feitios, NÉ?!”...
Você entra na Instituição e começa por verificar que não há qualquer esquema que ajude o novo funcionário a entender quais os seus direitos. De “obrigações”, você conhece um rol. Você encontra resistências de quem se arroga no direito de pensar que você se intrometeu em “território JÁ com dono”. Fazem-lhe sentir isso mesmo. Você fica com a pior mesa de trabalho e com um computador “a carvão”. Você, no seu trabalho diário, necessita de Internet mas, umas vezes você tem, outras você não tem porque, alguém, se arroga ao direito de “pensar” se você “merece” ou não. Os piores trabalhos e os horários mais fastidiosos são-lhe, sistematicamente, atribuídos. Todos os “velhinhos” da Instituição lhe “pisam os calos”. Afinal, o que você queria “mesmo” dali?
Quando você dá “pela coisa”, você sabe que o seu Plano Médico e Odontológico é... o SUS! Quando você tem uma moto ou um carro, isso é um “problema seu”! Aqui você só tem direito a ônibus e paga uma porcentagem (... agora, maior!) do seu salário. Você começa, a saber, que ALI raramente o seu salário é atualizado anualmente e que você aufere um salário não muito maior que um salário mínimo. Você vai de férias ao fim de um ano de serviço e a “trapalhada” é tanta que você recebe um valor e que, no mês seguinte, quase não tem salário depois do “ajuste”. Você, você...!!!
O seu sonho começa a se tornar uma ENORME DESILUSÃO.
Você percebe que “não tinha” esse direito de sonhar naquela Instituição. Sonhar só é “privilégio” para alguns. Para “grupos” e “grupinhos”. Você começa a entender, também, que os funcionários com “cargos Políticos” são, por norma, pessoas com boa colocação, bom salário e boa receptividade junto dos “grupos” e junto da Direção. Você é “ingênuo”, não...?!... Você “queria o quê” quando concorreu?!...
Este “vosso Amigo” é esse!... Aquele que concorreu... e “sonhou”!...
O lugar: Auxiliar Administrativo. Local de trabalho: ETEC “Jacinto Ferreira de Sá” em Ourinhos/SP. A Instituição: Centro Paula Souza.


Tenho dito.


Nota Importante: este Blog pode ficar “marcado” e, na primeira oportunidade, TIRADO DE CIRCULAÇÃO. Foi, afinal, o que aconteceu no ano passado, com um Blog feito por alunos do Ensino Médio que, depois de alguns “casos” havidos com eles, decidiram escrever “as suas verdades” em forma de Blog.
Quando as “coisas” são “chatas e incomodativas” o mais fácil é fazer aquilo que “alguém” fez em nome do “decoro e da normalidade democrática”: fez O DELETE dele!
Assim, a história escreveu-se “só para um lado”. Para o lado dos “FORTES”. Dos “Senhores da Escola “!




Written and Published by alone
Dated26apr2011


PeSSoA escreveu...



Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.


Fernando Pessoa


Posted by alone


Dated26abr2011


segunda-feira, 25 de abril de 2011

O prometido é... CRAVO DE ABRIL

Com "especial" destinatária: à minha amiga "Brisa do Sul", por razões óbvias...!!!



Posted by alone

Dated25apr2011

Dos JORNAIS e da NET...







Este é um comentário na NET de 1 leitor para outros sobre Otelo e a sua afirmação "Se soubesse NÃO FAZIA 0 25 de Abril" e a subsequente resposta da "socialista" e historiadora Irene Pimentel. Avançemos...

"...Não se pode comparar o regime actual com o salazarismo. A miséria não tinha comparação, a população era analfabeta, mais do que a 4ªclasse só nas capitais de distrito, não havia médicos, quase metade das crianças morriam até aos 5 anos,mais de metade dos meus colegas de escola andavam descalços punham remendos nas calças andava-se com uma bucha de pão na algibeira, não se comia carne,galinha só pelo Natal e juntar a tudo isto havia a Pide e os bufos que podiam ser os vizinhos.
Eram tempos de miséria e terror.
Agora há muito ladrão, mas podemos chamar-lhes sem medo de aparecer às 7 da manhã a brigada da Pide...".

Fonte: http://clix.expresso.pt/irene-pimentel-otelo-nao-e-dono-da-revolucao-video=f645228








Posted by alone

Dated25apr2011

Para Aquém de Abril



Entardeceram
nos umbrais da aurora
as memórias do teu rosto
Abril...
Nunca mais soprou o vento
depois
de Novembro
a vida
petrificou-se na inconstância
do rio...
não mais navegam
o teu sorriso
de florestas virgens


Hoje
passeio atónito
na neblina
das montanhas

fluir no tempo
na inércia da aventura
sonhar parado
no caminho em movimento

vir à estrada
e saber oscilar no horizonte
ser a terra
o mar
o sol
e a boca
cantar poema aberto
esperança viva
olhar o homem disperso
e cantá-lo
com a herança do ventre
reinvento-me
e não passo da superfície
deste mar austero

nos flancos do dia
arde o inatingível
torno a inventar

(o desfraldar das areias
vai-se consumindo
até que o sol nasça)


Francisco Duarte
Afluentes de Liberdade
Edições Milho Rei




Posted by alone


Dated25apr2011


No alone é dia 25 de ABRIL...!!!




Em 25ABR74, Portugal renasceu. Houve promessas, risos, alegria e o Povo festejou nas ruas muitas "coisas" com as quais NUNCA sonhara. Verdade que ERA PROIBIDO SONHAR...!!! Passados 37 anos dessa gloriosa data, NÃO VAMOS mais deixar que nos suguem o que "já não temos"!... Afastem Políticos, Empresários, Administradores da "massa falida", afastem os corruptos dos "centros de decisão" e assumam-se como Cidadãos e LUTEM!

PORTUGAL precisa de TODOS NÓS. Daqueles que ESTÃO PRESENTES quando o País necessita!

Os "demais" sempre aparecem "misturados" para perturbar e dizer mal.

Aconteceu no 25ABR74 e sempre irá acontecer quando "beliscarem" minimamente" os SENHORES do PODER.

Acreditem...!!!



Posted by alone

no dia

25ABR2011

DIA DA LIBERDADE EM PORTUGAL

FERIADO NACIONAL

A LIBERDADE VAI PASSAR POR AQUÍ...




Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.



George Orwell




Posted by alone

Dated25apr2011

domingo, 24 de abril de 2011

1965 - Luis Cília - "Portugal resiste"










Canção emblemática de Luis Cília de combate no exílio. O poema é de Manuel Alegre. Foi editada duas vezes esta é a versão de 1971.

Tiraste-me o direito à vida , mas eu vivo
Mandaste-me prender, mas eu sou livre
Que não pode morrer, não pode ser cativo
Quem pela Pátria morre, e só por ela vive.

Vi os campos florir mas não ouvi
Raparigas cantando em nossas eiras
Nossos frutos eu vi levar e vi
Na minha Pátria as garras estrangeiras

Vi os velhos e os meninos assentados
nos degraus da tristeza vi meu povo cismando
vi os campos desertos, vi partir soldados
sobre o meu povo negros corvos vi pairando

E tu que do pais fizeste a triste cela
Tu que te fechas em teu próprio cativeiro
Tu saberás que a Pátria não se vende
E em cada peito em cada olhar se acende
Este fogo este vento de lutar por Ela.

Tu saberás que o vento não se prende.

E não terás nas tuas mãos de carcereiro
O sol que mora nas canções que nós cantamos
Nem estas uvas penduradas nas palavras
Tu que servis as pretendeste ou escravas

Em silêncios de morte e de convento
Tu ouvirás na língua que traíste
Palavras como o fogo como o vento
Estas palavras com que Portugal resiste.


Posted by alone


Dated24apr2011


Da ARGENTINA: UM EXEMPLO...!!!




Argentina condena último presidente da ditadura à prisão perpétua




Marcia Carmo

De Buenos Aires para a BBC Brasil







Veredicto de Bignone foi transmitido ao vivo por TVs argentinas

A justiça argentina condenou à prisão perpétua, nesta quinta-feira, o último presidente da ditadura, Reynaldo Bignone, de 83 anos, e o ex-oficial da polícia, Luis Patti, de 59 anos.

Ambos são acusados de seqüestros, torturas, assassinatos e de causar o desaparecimento de pessoas durante o regime militar (1976-1983).

Bignone e Patti vão cumprir pena em uma prisão comum. O veredicto foi transmitido ao vivo pelas principais emissoras de televisão do país. “Por crimes de lesa humanidade são condenados à prisão perpetua”,
leu a juíza María Lucía Cassaín.

Famílias das vítimas da ditadura e integrantes de diferentes entidades de direitos humanos comemoraram a decisão.

Do lado de fora do tribunal, na localidade de San Martín, centenas de pessoas ergueram bandeiras argentinas e cartazes com fotos de desaparecidos nos chamados
anos de chumbo no país.

“Não poderíamos esperar menos que a prisão perpétua para todos eles”,
disse o secretário de Direitos Humanos do governo argentino, Eduardo Luis Duhalde.

‘Avanço’

A presidente da entidade Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, disse que “este dia era muito esperado”. E acrescentou:
“Muitos países da região estão olhando o que está ocorrendo na Argentina na área de direitos humanos. É um grande avanço.”

Na opinião de Duhalde e Carlotto, foi acertada a decisão de enviá-los à prisão comum, sem nenhum privilégio, já que
“são pessoas perigosas”.

A filha de Carlotto foi morta durante a ditadura. Ela localizou o corpo da jovem, mas ainda procura o neto, que hoje teria 32 anos, e poderia ter sido adotado ainda bebê com outra identidade.
A entidade dedica-se a buscar esses bebês, que agora têm mais de 30 anos.

Além de Bignone e de Patti, outros três ex-militares e ex-policiais foram condenados – dois deles também à prisão perpétua e em cadeia comum.

Ambulância

Esta foi a segunda vez que Bignone foi condenado por crimes de lesa humanidade. Em um julgamento no ano passado, ele havia sido condenado a 25 anos de detenção, também em prisão comum.

À época, ele acusou integrantes das entidades de direitos humanos de “falsidade” e afirmou que “nada fez de errado”.

Bignone assumiu a Presidência da Argentina em julho de 1982, após a saída do presidente Leopoldo Galtieri, provocada pela derrota do país na Guerra das Malvinas (Falklands para os ingleses).
Bignone passou o cargo para o presidente eleito Raul Alfonsín, que reinaugurou o período democrático.

Patti ouviu a decisão numa ambulância, do lado de fora do tribunal. Ele teria sofrido um acidente vascular na prisão onde aguardava o veredicto final.
Ele foi acusado de crimes cometidos antes e durante o início da ditadura.

Já no período democrático, ele chegou a ser prefeito da cidade de Escobar e trabalhou para o governo do ex-presidente Carlos Menem.

Em 2005, Patti chegou a ser eleito deputado federal, mas seu mandato foi impugnado e ele não assumiu a cadeira no Congresso Nacional.

Site:







Nota de Alone: quem "puxar" pela memória percebe o que de VERGONHOSO se passou em Portugal. PIDES, LEGIONÁRIOS, DITADORES, POLICIAIS e POLÍTICOS que torturam (...ou foram 'coniventes"...) e VIOLENTARAM o POVO PORTUGUÊS, muitos deles ainda estão com UMA BOA REFORMA e a gozar com a REVOLUÇÂO.

Mas, como quem não CHORA não MAMA... eles, MAMAM e na TETA GRANDE!

Ponham os olhos na Argentina!...

UM EXEMPLO para o MUNDO...!!!






Posted by alone


Dated24apr2011


EMIGRANTE PORTUGUÊS




Um emigrante é um português de segunda
Cavaleiro andante que traz no peito Portugal
Pelo estrangeiro para ganhar a vida, vagabunda
E as lágrimas correm quando chega o Natal.

Traz com ele um velho fado e uma guitarra,
Um garrafão o presunto e o choriço do país
Aquece-se com as brasas da sardinha assada
E canta um fado, pois que o fado é a sua raíz.

Deixa a familia, mulher, filhos, e os amigos
Deixa a aldeia ou a vila que um dia o viu nascer
Deixa o mar deixa a praia e deixa o trigo
Do seu Alentejo onde ele queria um dia morrer

É um emigrante português que não é jamais ouvido
Mas que no seu peito alimenta do seu País a saudade.
Não esquece Portugal, mas por ele é esquecido
Pois que de lá não vem nem um pouco de amizade

Alberto da Fonseca


Site: Luso-Poemas.net







Posted by alone

Dated24apr2011

PORTUGAL: trabalhadores sentem-se FRUSTADOS, HUMILHADOS e ROUBADOS...!!!













37 anos passados do 25ABR74, sentimo-nos FRUSTADOS, HUMILHADOS e ROUBADOS!...


VOTEM, PORTUGUESES mas, PENSEM "NISTO"!... (e em, quantas vezes, VOTÁMOS MAL...)


Posted by alone

Dated24apr2011

Um Português a trabalhar e VIVER no BRASIL