Eu e SÓ EU...

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Bom Dia, Boa Noite... "essas coisas"!

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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

Provérbios

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

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Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Português “marinheiro”


Portugal.

Noite de junho de um ano qualquer.
Vagueando por uma das ruas centrais da "minha cidade" ia pensando, pensando.
Tentava me orientar.
Procurar os melhores caminhos.
Encontrar soluções.
Com mais de 50 anos e tendo vindo de uma situação amorosa e de vida “muito má” no Brasil, tinha chegado a Portugal com 30 Euros no bolso.
Valeu o facto de ter o apartamento de minha mãe para morar. Apartamento que estava desocupado desde que, minha mãe, devido a múltiplas doenças associadas, estava numa lar de repouso para idosos (vulgo: leito da “morte”, com honrosas excepções...).
Os dias passavam e O emprego não aparecia. “Amigos”, era “contá-los” pelos dedos e, de nenhum, saía uma “situação provisória”, que fosse.
Amigo para beber uns copos, encontra-se SEMPRE. Para uma ajuda, quando necessária, quase sempre... NÃO!
Estava feliz por estar em Portugal e na minha cidade de novo.
Isso estava.
Mas faltava o trabalho e...os Euros.
Afinal, aquilo com que se “compra os melões”!
Tentava não penar nesse pequeno/grande pormenor, mas ele voltava sempre à minha cabeça.
O dinheiro escasseava.
Dos 30 Euros, “sobrava” só uns míseros 1,65 que, segundo me recorda, deu para comprar uma embalagem de esparguete e uma latinha de atum.
Esta seria a minha última refeição e depois... só a “imaginação” poderia ajudar nesta “causa”.
Lembrei-me da única peça de ouro que ainda tinha comigo. Sim porque, o restante, tinha ficado no Brasil para ajudar na compra da passagem aérea.
Era um cordão fininho de ouro que era de minha avó e que me tinha sido passado, um dia, por minha mãe. Com um pequeno crucifixo, também em ouro.
Tinha resistido sempre “à tentação” de me desfazer dele ate por que, ele, fazia já, parte de mim.
1, 2, 3 dias a comer o “restinho” que possuía de mantimentos em casa e, mesmo de forma titubeante, entrei numa casa que comprava ouro.
Avaliada, a resposta surgiu rápida na voz da comerciante: 16 Euros.
16 Euros?...
Dezasseis!...
A primeira “coisa” que apareceu na mina cabeça, “tipo néon”: LADRA!
Mas o “ronco” de um estômago vazio me fez “despertar” para a vida.
SIM, aceito!
Mas ela disse mais: se não vier buscar a peça em 48 horas, com o devido juro, NÃO MAIS pode reavê-la.
Óbvio que NÃO PODIA!
Justo, pensei.
“FUD... e MAL PAGO”!
Quando recebi os Euros, mais parecia que estes me “queimavam” as mãos.
O que minha mãe iria pensar disto? O que EU pensava disto? Será que ela, algum dia “me iria perdoar”?
Continuarei.
A vida é feita de avanços e recuos.
Tinha recuado para avançar.
Até onde? Até quando?
O destino se encarregou de o ditar.
Hoje, casado e a viver no Brasil, tenho mais, muito mais que os 16 Euros que tinha, naquela altura.
Mas, “a cabeça”, já está de novo em Portugal.
Arriscar aos 60?
Ah... Português dos “sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro...”., como diz o fado-canção.




Written ad Posted by alone
Dated 29nov10

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