Eu e SÓ EU...

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Bom Dia, Boa Noite... "essas coisas"!

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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

Provérbios

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

PORTRAIT




Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Poema de Fernando Pessoa.-O infante

Pessoa.

Fernando Pessoa.

Alguma questão...?!...

Posted by alone

Dated14jan11

Um comentário :

  1. À memória de Fernando Pessoa

    Se eu pudesse fazer com que viesses
    Todos os dias, como antigamente,
    Falar-me nessa lúcida visão -
    Estranha, sensualíssima, mordente;
    Se eu pudesse contar-te e tu me ouvisses,
    Meu pobre e grande e genial artista,
    O que tem sido a vida - esta boémia
    Coberta de farrapos e de estrelas,
    Tristíssima, pedante, e contrafeita,
    Desde que estes meus olhos numa névoa
    De lágrimas te viram num caixão;
    Se eu pudesse, Fernando, e tu me ouvisses,
    Voltávamos à mesma: Tu, lá onde
    Os astros e as divinas madrugadas
    Noivam na luz eterna de um sorriso;
    E eu, por aqui, vadio de descrença
    Tirando o meu chapéu aos homens de juízo...
    Isto por cá vai indo como dantes;
    O mesmo arremelgado idiotismo
    Nuns senhores que tu já conhecias
    - Autênticos patifes bem falantes...
    E a mesma intriga: as horas, os minutos,
    As noites sempre iguais, os mesmos dias,
    Tudo igual! Acordando e adormecendo
    Na mesma cor, do mesmo lado, sempre
    O mesmo ar e em tudo a mesma posição
    De condenados, hirtos, a viver -
    Sem estímulo, sem fé, sem convicção...
    Poetas, escutai-me. Transformemos
    A nossa natural angústia de pensar -
    Num cântico de sonho!, e junto dele,
    Do camarada raro que lembramos,
    Fiquemos uns momentos a cantar!

    António Botto

    PS-Com um forte abraço, espero que gostes.

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