Eu e SÓ EU...

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Alone

Chegar ou partir...

Como EU sou...

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Bom Dia, Boa Noite... "essas coisas"!

Posting

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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

Provérbios

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

PORTRAIT




Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quando dói a alma pouco importa a cor



Por vezes as dores são tantas
cobrem a alma como mantas
nem a luz deixam passar
dores de peito ou de cabeça
antes que o corpo arrefeça
sem cabeça, vou cantar

é pena não ter garganta
pois a borda desta manta
podias também puxar;
para descobrir a luz
que às estrelas conduz
quando palavras deixar

correr na ponta da língua
palavras de que até mingua
o sentido, pode ser
quando partir a cabeça
enfim a alma arrefeça
e que pare de doer

Carlos Tronco
Mondeville
4/10/05


Fonte: luso-poemas.net/





Posted by alone Dated12sep2011


domingo, 11 de setembro de 2011

10 anos sobre o 11 de SETEMBRO nos E.U.A... mas foi "só" isso...?!

E.U.A.: morte e destruição nas "Twin Towers"





Os Estados Unidos da América e o Mundo viram, em directo via TV, o "HORROR" que foi o 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque. Paz e Justiça para todos aqueles que foram vítimas de um DRAMA tão cruelmente preparado. Uma oração para as Famílias de TODOS aqueles que perderam -nesse dia- os seus Familiares e Amigos. A vida continua e, 10 anos depois. os E.U.A. "celebram" essa Tragédia com Cerimónias evocativas. Algumas delas -diga-se- muito a "despropósito". Mas cada um "chora" com as lágrimas que tem e, até, aquelas que "não tem".



Quem chorará por "estes" nos "confrontos" com imagens abaixo (NÃO HÁ para 2 "pesos", 2 "medidas"... ou HÁ...?)...?!...






Iraque: invasão, destruição e "morte"









Hiroshima e Nagasaki: BOMBA ATÓMICA







VIETNAM: que aconteceu?!... Nada...?!





...
Sinto na minha cabeça a velocidade de giro da terra,
E todos os países e todas as pessoas giram dentro de mim,
Centrífuga ânsia, raiva de ir por os ares até aos astros
Bate pancadas de encontro ao interior do meu crânio,
Põe-me alfinetes vendados por toda a consciência do meu corpo,
Faz-me levantar-me mil vezes e dirigir-me para Abstrato,
Para inencontrável, Ali sem restrições nenhumas,
A Meta invisível - todos os pontos onde eu não estou - e ao mesmo tempo ...

Ah, não estar parado nem a andar,
Não estar deitado nem de pé,
Nem acordado nem a dormir,
Nem aqui nem noutro ponto qualquer,
Resol,,,er a equação desta inquietação prolixa,
Saber onde estar para poder estar em toda a parte,
Saber onde deitar-me para estar passeando por todas as ruas ...


Excerto da Poesia "PASSAGEM DAS HORAS" - Poesias de Álvaro de Campos (FERNANDO PESSOA)


Nota de 1lindomenino: A MORAL é só UMA e UMA SÓ - Não tem lágrimas de branco, de negro, de asiático, etc..!.


Há Lágrimas de SERES HUMANOS que choram situações, pessoas, mortes e com menor ou maior INTENSIDADE de sôdio nessas lágrimas, elas SÃO DE DÔR... e a DÔR não tem "uma medida" nos EUA, outra no Japão, outra no Iraque ou no Afeganistão...!!!



Written and Published by alone Dated11sep2011


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O tesouro da Clara







A importância do conto de fadas
O mundo mágico dos contos face à rotina do quotidiano.







A Clara vive no Brasil.

Não tem quase nada. Tem uma pele de âmbar e cabelos pretos.
Veste uma t-shirt grande e, nos pés, traz sandálias de borracha, faça chuva ou sol.

A Clara tem doze anos. Trabalha num orfanato. Tem de limpar a cozinha e, de vez em quando, pode fazer de mãe dos mais pequeninos.
E gosta muito disso.

À quinta-feira, é o dia de descanso da Clara.
É então que sai…

A cinquenta metros, perto de um banco que está fechado, estão todos juntos à espera dela. Olham uns para os outros, sorriem, regalam-se de antemão. São os seus amigos: a Lúcia, o Ângelo e a Ana.
Não têm casa e dormem onde calha, nas ruas do Rio.



A Lúcia tem oito anos. Os seus cabelos são como ninhos de andorinha.
As mãos e os pés mexem-se constantemente e ela está sempre a rir.

O Ângelo é pequeno mas muito forte para os seus onze anos. Um dia, conseguiu mesmo levantar uma bicicleta. Está sempre descalço. Caminha sem problemas sobre as pedras. Canta as canções escritas por aqueles que viajaram e viram muitos países. Canta muito bem, o
Ângelo.

A Ana é a mais bem comportada. Não fala muito.
Tem doze anos, tal como a Clara, que conheceu há muitos anos, naquele sítio, diante do banco.

Por vezes, a Lúcia, o Ângelo e a Ana vão trabalhar na produção do algodão. Outras vezes, varrem as ruas. Ou então, os pescadores chamam-nos à praia para puxar as redes.
Depois, encontram-se, sonham em conjunto, com o nariz no ar, a olhar para as nuvens e a contar os dias até quinta-feira.

O Ângelo, a Lúcia e a Ana têm muitos amigos na rua.
Alguns respiram uma cola contida em garrafas de plástico, o que os faz sorrir sem razão nenhuma.

Quando a Clara encontra os amigos, vão todos a correr para a praia. Atiram areia à cara uns dos outros. Cantam Pescadores dos três mares e comem o pão que os turistas lhes dão.
A Lúcia, o Ângelo e a Ana não querem daquela cola que faz esquecer os problemas.

Eles têm a Clara. A Clara é a mercadora de sonhos. Não é que os venda realmente;
em vez disso, dá-os de prenda.

A Clara sonha muito alto com lugares maravilhosos. Praias compridas e douradas com barcos, papagaios de papel e papagaios de verdade. Montanhas encantadas cobertas de gelo e criaturas estranhas, onde sopra um vento mágico, do norte, que te adormece e te acorda cem anos mais tarde. Cidades futuras cheias de luz. De carros que voam e de parques de estacionamento floridos.
E de um fogo de artifício feito de pequenos comboios brilhantes, de pizzarias e de arranha-céus espelhados.

E a Clara fala-lhes de um Rio sem adultos, onde só há crianças, gentis e alegres, que têm os dentes todos. Saltam sobre os carros e invadem as lojas de bombons. Ela oferece-lhes vales inteiros de árvores carregadas de frutos, com quatro sóis amarelos no meio do céu e com camponeses ricos, vestidos como comerciantes. E a Clara transforma os monumentos antigos da cidade em palácios das Mil e Uma Noites,
e os gatos que passam em tigres da Malásia.

A Clara conta os seus sonhos durante horas.
Ela estudou quatro anos na escola e lê todos os livros que encontra.

Agora, é tarde. A Clara levanta-se, sacode a areia das mãos e volta para o orfanato. Os amigos escutaram-na, de boca aberta. Riram e choraram. E os olhos deles arregalar-se-ão de novo na próxima quinta-feira.
Para eles, não há cola.

Eles têm
a Clara.

E muitos sonhos bons para viver ainda…

Fonte: tapetedesonhos.wordpress.com/



Posted by alone Dated09sep2011








quinta-feira, 8 de setembro de 2011

*** Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim ***





1 comentário "tirado" do Vídeo:
A versão original é de Ivete Sangalo sim, mas estas versões em Kizomba, ao meu ver, sairam mais envolventes devido ao ritmo, além disso as vozes dos cantores(as) estão melhores. Parabéns Kizomba, ritmo originário da Angola, energia PURA.
favarojr



Posted by alone Dated08sep2011


Como é que se Esquece Alguém que se Ama?


Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente.




Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução.
Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar.
Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'



Posted by alone Dated08sep2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

JORGE PALMA: "Tudo Por Um Beijo" - BS Bela e o Paparazzo





Música do filme, de Jorge Palma
apoio RTP
(Soraia Chaves e Marco D'Almeida)
-Vídeo Info-


Nota de alone: TUDO ou... NADA...?!... Acredito no Jorge... rsrs


Posted by alone Dated07sep2011


O Beijo Mata o Desejo



MOTE

«Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.»

GLOSAS
Porque te amo de verdade,
'stou louco por dar-te um beijo,
Mas contra a tua vontade
Não te beijo e tenho ensejo.

Sabendo que deves ter
Milhões deles p'ra me dar,
Teria que enlouquecer
Para um beijo te roubar.

E como em teus lábios puros,
Guardas tudo quanto almejo,
Doutros desejos futuros
O beijo mata o desejo.

Roubando um, mil te daria;
O que não posso é jurar
Que não te aborreceria,
E eu quero-te desejar!

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."




Posted by alone Dated07sep2011