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PORTUGAL é "só isto"...?!... NÃO... essencialmente, é UM POVO...!!!

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“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez”. (Pablo Picasso)

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Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos, agora, você vai dar para frente.

Gedeão


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.Gedeão

A(o)s que me deixam MENOS alone...!!!

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sábado, 9 de julho de 2011

A amizade que acaba é porque nunca começou



Amigo é o que fala o que o outro não quer ouvir; na relação sólida, o tempo não afasta, adia; pesquisadores tentam explicar a amizade


Amizades, paixões, ternura: temas que, à primeira vista, parecem ser de interesse apenas da vida privada, assunto particular, já atraem pesquisadores de várias ciências, das humanas às médicas.

No Brasil, o Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia da Emoção (Grem), especialização ainda pouco conhecida, estuda os mecanismos que sustentam fenômenos considerados subjetivos como as amizades e o modo como estas moldam a sociedade e são moldadas por ela.

"Ao ser amigo, eu deixo de ser singular, tenho regras, mesmo que implícitas, de conduta, de comportamento, de afeto. Amizades fazem com que as pessoas consigam administrar um tipo de vida, ter projetos como indivíduo, atuar e cumprir seu destino na sociedade",
diz o antropólogo Mauro Koury, professor da Universidade Federal da Paraíba e coordenador do Grem.

Amizade aqui é entendida como a duradoura, a sólida, ressalva que se faz ainda mais necessária por causa da banalização da palavra -o brasileiro chama de amigo o garçom, o flanelinha e até o desconhecido a quem pede uma informação na rua. Mas as amizades longas são as que contam.

"Amizade que acaba é porque nunca começou. Se não for algo que sai do pragmático, do imediato, não é verdadeiro",
diz o filósofo e colunista da Folha Mario Sergio Cortella.
Esse "ciclo longo" de relacionamento, segundo denomina o antropólogo José Guilherme Magnani, do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo, não tem como base o trabalho ou lealdades específicas.
A disponibilidade de trocas a longo prazo é o que sustenta as parcerias no decorrer do tempo, diz o antropólogo.

O que faz surgir aquela amizade "para sempre" está além das explicações da razão. "Não é optativo. Todos tropeçam em pessoas com quem teriam esse tipo de relacionamento, mas podem reconhecê-las ou não naquele momento",
diz o psicanalista Armando Colognese Jr., supervisor do curso de formação em psicanálise do Instituto Sedes Sapientae, de São Paulo.

Embora não se conheça por completo a química da amizade, Colognese acredita que ela não acontece, pelo menos na forma duradoura e produtiva, com pessoas muito iguais entre si. "A amizade requer aquele raro ponto médio entre semelhança e diferença",
escreveu o filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson (1803-1882).

Outra característica que diferencia as amizades de longa data é a possibilidade de confronto sem ruptura. "Se você me importa, eu me incomodo com você. Incomoda-me se você está certo, errado, o que você fala e até a forma de você se vestir",
diz Cortella.

Amigo é quem pode falar aquilo que não gostamos de ouvir. O administrador de bufê Walter Pires Jr., 46, viveu essa situação com a fonoaudióloga Gláucia Domingues, 45, sua amiga há mais de 30 anos. Pires conta que, certa vez, disse à Gláucia que discordava do caminho que ela estava tomando no campo sentimental. A resistência da fonoaudióloga a ouvir os conselhos do amigo o levou a encerrar o assunto, mas não sem antes avisar: "Tudo bem, mas não peça mais a minha ajuda".
Pires acredita que essa frase tenha feito "cair a ficha" e, passado o tempo regulamentar de cicatrização de mágoas, a amizade voltou a ser o que era.

A possibilidade de superar mágoas também é pressuposto e resultado de amizades duradouras, diz Colognese. Requer maturidade, é óbvio, e também uma das maiores virtudes do ser humano, segundo o psicanalista, que é a capacidade de reconhecer os próprios limites e saber onde procurar o que falta
-e a amizade é um espaço privilegiado para essa busca.

As amizades longas são mais raras porque, mesmo que surgidas num golpe do acaso, dão muito mais trabalho. "Amigo pede dinheiro emprestado, bebe, dá um trabalhão, mas você sabe que um dia estará carregando a alça do caixão dele e chorando sua partida sem saber bem o motivo", diz Cortella. É um esforço mais de compreensão e aceitação do diferente do que de convivência física. "Nem é preciso encontrar-se sistematicamente, há um pressuposto de que a amizade exista", diz o antropólogo Mangnani. Na amizade sólida, o tempo é uma contingência.
Não afasta, apenas adia.

Ao lado da afinidade e do respeito, a criação de certos rituais reaviva o pacto de confiança ou lealdade que, para Koury, é elemento fundamental da amizade longa.
Ele diz que, em certas sociedades, como as indígenas, os rituais são muito precisos, com regras predeterminadas. Na sociedade ocidental, os rituais são criados um pouco aleatoriamente.

Grandes amigos se descobrem no prezinho ou na maturidade


O administrador Walter Pires Jr., 46, e a fonoaudióloga Gláucia Domingues, um ano mais nova que o amigo, se conheceram nos primeiros anos de escola e não se largaram mais. Fizeram peça de teatro juntos, filme amador em super-oito ("o famoso "Família Applecake'"), até análise fizeram juntos. É uma amizade em que o tempo de ver-se não é importante, diz Pires. Temporadas distantes só aumentam o prazer do reencontro, "puro deleite", diz Gláucia Domingues.
Para Pires, a longevidade da amizade é explicada por uma mistura de emoção e inteligência, sempre permeada de carinho.

Nas longas e sólidas amizades, a diferença de idade não conta nada. Para o advogado José Gregori, 73, amigos mais jovens são um privilégio e prova de ter tido uma vida muito boa. "Recomendo a todos que vivam muito bem e ainda tenham esse adicional na velhice, que é um amigo jovem."
Gustavo Hungaro, 44 anos mais novo, diz que seu vínculo com o advogado mais velho ultrapassou as fronteiras de idade e de trabalho para transformar-se numa amizade muito prazerosa.

Concepção de amizade ao longo do tempo

Antiguidade:
principalmente na Grécia dos séculos 4º e 5º, a amizade era uma virtude a ser exaltada, parte da ética. Uma das mais importantes obras de referência sobre a amizade é justamente "Ética a Nicômano", de Aristóteles.

Idade Média:
a amizade implicava demonstrações de coragem e lealdade, bem ilustrada na saga do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Fim do século 15: o descobrimento de outros mundos cria condições de compreender a amizade de novas formas, a possibilidade de tolerância e convivência com o diverso.

Mundo contemporâneo:
a precariedade dos relacionamentos e a convivência obrigatória valorizam a amizade como um espaço privado sem ser solitário, no qual as pessoas podem manifestar suas subjetividades.

IARA BIDERMAN

Fonte: textos_legais.sites.uol.com.br/






Posted by alone Dated09jul2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Nunca Estamos Contentes

Um homem que cheira ao longe: a IVA a 25% e ainda não MANDA NADA...!!!



Já ouvistes dizer: «Ninho feito, pega morta». Que me dizeis ao contentamento do mundo, onde toda a duração dele está enquanto se alcança? Porque, acabado de passar, acabado de esquecer. E com razão, porque, acabado de alcançar, é passado; e maior saudade deixa do que é o contentamento que deu. Esperai, por me fazer mercê, que lhe quero dar umas palavrinhas de propósito:
Camões: mesmo só com um olho VIA "isto TUDO"!

Mundo, se te conhecemos,
porque tanto desejamos
teus enganos?
E, se assim te queremos,
muito sem causa nos queixamos
de teus danos.

Tu não enganas ninguém,
pois a quem te desejar
vemos que danas;
se te querem qual te vem,
se se querem enganar,
ninguém enganas.

Vejam-se os bens que tiveram
os que mais em alcançar-te
se esmeraram;
que uns, vivendo, não viveram,
e os outros, só com deixar-te,
descansaram.

E se esta tão clara fé
te aclara teus enganos,
desengana ;
sobejamente mal vê
quem, com tantos desenganos,
se engana.

Mas como tu sempre morres
no engano em que andamos e que vemos,
não cremos o que tu podes,
senão o que desejamos
e queremos.

Nada te pode estimar
quem bem quiser estimar-te
e conhecer-te;
que em te perder ou ganhar,
o mais seguro ganhar-te
é perder-te.

E quem em ti determina
descanso poder achar,
saiba que erra;
que sendo a alma divina,
não a pode descansar
nada da terra.

Nascemos para morrer,
morremos para ter vida,
em ti morrendo.
O mais certo é merecer
nós a vida conhecida,
cá vivendo.

Enfim, mundo, és estalagem
em que pousam nossas vidas
de corrida;
de ti levam de passagem
ser bem ou mal recebidas
na outra vida.


Luís Vaz de Camões, in "Cartas"

Posted by alone
Dated25mar11

domingo, 20 de março de 2011

O NOSSO MUNDO DOS OUTROS


Tributo a José Gomes Ferreira


De ti,
só sei
que me incendiáste os olhos
para a beleza,
para a realidade.

De ti,
a árvore frondosa,
a vida desventrada,
um olhar aberto e livre,
um abraçar terno
na mulher-vida bem amada.

De ti,
o poema dos dias,
a raiva terna inflamada,
o olhos-nos-olhos,
as reais fantasias,
a ,
sempre nova ,
renovada,
estrada.

Por ti,
guardei
no cofre-forte
de mim,
as palavras sábias,
urgentes,
formosas ,
que o teu olhar
me deu.

Liberto-as
com ternura,
uma a uma...

como que
devolvendo
pássaros livres
ás cores do céu.



José Sottomayor 08/02/2011



Posted by alone


Dated20mar11

sexta-feira, 11 de março de 2011

JAPÃO: primeiras imagens de uma TRAGÉDIA. Mais UMA...!!!

Nos dias de hoje já se torna quase "habitual" anunciar mais uma TRAGÉDIA no Mundo. Agora foi no Japão, amanhã será em... e em... ?!...

Os GOVERNANTES DO MUNDO E A POPULAÇÃO brincaram com a Natureza. Este é o "retorno" de TANTA MERDA que foi e que NÃO FOI feita!

As gerações actuais e futuras vão ter de "contar" com MAIS "isto"...!!!

Written and Posted by ALONE

11mar11

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desespero



No peito uma dor que entope a fala e que a pede. Uma dor inexplicável e insolúvel que brota águas e uivos lancinantes e não pára e nada pára. A dor dos desastres recorrentes. A dor que já não sei se é de ti, se de mim, se de tudo ou de tanto nada. A dor que quero curar e nada cura. Como queria quem me ensinasse o mundo.

Clara


Posted by alone

Dated11jan11

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011. Vamos acordar?!...





Amiga(o)s:

O ano de 2010 está prestes a findar.
Foi, certamente, um ano de muitas realizações para muitos de vós. Para outros (entre os quais me incluo...) nem por isso. Mas, 2011, está já ali a espreitar para nós. E, é com os olhos no futuro –não esquecendo NUNCA o passado- que devemos encarar mais esta etapa de nossas vidas.

Temo que, em termos nacionais e internacionais, este ano que se vai iniciar e outros que a seguir virão, serão sempre anos de catástrofes piores que os anos anteriores, que as Políticas e os Políticos continuarão a ser desastrosas, que as pessoas continuarão a não querer saber de AIDS, de Dengue, de cheias, de desmonoramentos e que continuarão, tranqüilamente, a fazer a sua “vidinha” e despejar os lixos e detritos no quintal do vizinho ou no curso de água mais próximo e a viver em qualquer morro mais próximo do trabalho.
Para Portugal e Brasil, sinceramente, não acredito que 2011 vá ser um ano de SUCESSO. As crises virão, mais e mais fortes, e o povo irá pagar na carne e no banco, tudo isso. Afinal, “a grande farra” não dura sempre...! Nem os “dinheiros” do FSE (Portugal) nem os “pré-sal” (Brasil) farão milagres. Os políticos acompanharão com pesar (como sempre...) o “mal-estar” social e serão SEMPRE solidários com o “povão” mas NUNCA, por NUNCA, irão abdicar do “aumentozinho” de salário ou de outras “benesses” de que tanto gostam e LUTAM.
Por isso, “XENTE”, acredito que o 2011 será MAIS árduo que o 2010, em todas as suas vertentes.
E, olhem que, eu NÃO SOU BRUXO!...


Abração do
Antonio Rui



Written and Posted by alone

Dated30dez10

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Acordai - Coral de São Domingos

Acordai, PORTUGUESES...!!!

Dedico este Vídeo a TODOS os PORTUGUESES que estão por esse Mundo fora e que mantêm a "chama" deste AMOR ETERNO pelo "nosso" Portugal.

Um ABRAÇO MUITO FORTE.

Written and Posted by alone

Dated24dez10

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Desespero


No peito uma dor que entope a fala e que a pede. Uma dor inexplicável e insolúvel que brota águas e uivos lancinantes e não pára e nada pára. A dor dos desastres recorrentes. A dor que já não sei se é de ti, se de mim, se de tudo ou de tanto nada. A dor que quero curar e nada cura. Como queria quem me ensinasse o mundo.


Clara


Posted by alone

Dated 19nov10